Leia sempre, a leitura transforma.

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sexta-feira, 30 de outubro de 2015

Sobre aceitar as pessoas como elas são

publicado em recortes por Bruno Braz

Por que é tão difícil aceitar as pessoas como elas são? Qual a diferença entre responder e reagir? Longe do controle e da frustração, um dos caminhos da liberdade requer apenas uma mudança de percepção e atitude.






Não podemos esperar que os outros se comportem sempre do jeito que quisermos, mas insistimos em gastar muito do nosso tempo e energia tentando forçá-los. E quando não agem conforme as expectativas, gastamos ainda mais tempo e energia nos sentindo frustrados ou irritados.

Esse constante conflito para fazer com que as pessoas ajam de acordo com a nossa vontade não gera apenas infelicidade e insatisfação, mas também se traduz em problemas de relacionamento. Quando alguém se sente controlado ou forçado a mudar, é mais provável que se torne resistente e faça exatamente o oposto do que queríamos. Afinal, não é assim que agimos quando fazem o mesmo conosco?

Na verdade, a atitude alheia só nos afeta quando a tomamos como algo pessoal. Talvez Fulano tenha esquecido de dizer "bom dia", ou talvez Ciclano tenha se atrasado para algum compromisso. De qualquer maneira, quando criamos expectativas e nos deixamos frustrar pelo comportamento dos outros, não só deixamos o ego nos convencer de que "estão todos errados", mas também criamos uma forte resistência ao que simplesmente "é".

Em outras palavras, ficamos chateados e ofendidos por algo que, muito provavelmente, não era pessoal — temos a tendência de nos enxergar automaticamente como vítimas. Deixar que ações alheias controlem nossas emoções é como dizer: "seu comportamento é capaz de me perturbar, portanto minha felicidade depende do que você faz. Enquanto você não fizer o que eu quero, do jeito que eu quero, nunca estarei satisfeito." Ora, seria mais fácil dizer: "Me tornei seu refém", percebe? Permitir que a felicidade fique nas mãos de outra pessoa, independente do grau de afinidade, nunca é uma boa ideia. As pessoas têm sua própria autonomia e, enquanto estivermos como reféns, acabarão nos decepcionando — uns mais cedo, outros mais tarde.

Claro, temos também aquele tipo que tenta nos afetar de forma intencional, seja com ofensas, agressões ou "brincadeirinhas com fundo de verdade". Uma situação dessas é sempre delicada, mas ainda é possível lidar com isso de forma saudável e produtiva, basta aceitar os outros exatamente como são — é tão improvável quanto eficaz, acredite.

Aceitar o comportamento dos outros, sem julgar nem resistir, não parece fácil nem enquanto discurso, mas é a única coisa que realmente nos liberta das opiniões, comportamentos e atitudes alheias. Afinal, ninguém é responsável por garantir nossa felicidade e satisfação. O mundo não gira de acordo com nossas expectativas. Não podemos forçar alguém a fazer, dizer ou agir conforme a nossa vontade. No entanto, temos todo o poder e controle sobre nossas próprias ações e comportamentos.

Quando alguém nos deixa frequentemente tristes, irritados ou frustrados, temos todo o poder de escolher se continuaremos aceitando esses comportamentos ou não, mas nenhum poder de mudar, efetivamente, seja quem for. Ao focar em nossos próprios comportamentos e reações, assumimos o controle e deixamos de permitir que atitudes alheias ditem "como" e "quando" ser feliz.

"Aceitar os outros pelo que são" não significa que devemos aceitar maus tratos e abusos, mas que podemos lidar de outra maneira com o desejo de que as coisas fossem diferentes, ou melhor, com essa resistência ao que simplesmente "é". Assim, passamos a lidar com o que realmente aconteceu, ao invés de perder tempo com atitudes do tipo "deveria ter dito...", "poderia ter feito..." ou "se eu fosse você...". Não temos como mudar o passado, então por que não encarar a vida simplesmente como é, aqui e agora? Ao lidar somente com o que "é", aprendemos a diferença entre responder e reagir.

Responder é dar espaço a si mesmo para tratar uma questão com a seguinte mentalidade: "Há algo nesta situação que eu possa mudar?" Reagir é como agir instintivamente e de forma defensiva, julgando e impondo nossas ideias sobre como as coisas "deveriam" ser. Veja que há uma enorme diferença entre as duas. Responder é aceitar, buscar alternativas e se adaptar. Reagir é resistir, culpar e se desgastar.

Podemos nos afastar de um relacionamento ou tentar acertar as coisas com determinada pessoa, mas algo precisa estar claro: a escolha é sempre nossa.

Após algum tempo "aceitando as coisas como elas são", percebemos que deixar de culpar os outros é a coisa mais libertadora que poderíamos ter feito. A partir de então, assumimos total responsabilidade por nossas próprias vidas e paramos de insistir para que os outros se moldem aos nossos desejos. Ao aceitar, resgatamos a própria felicidade que tínhamos depositado nas mãos de outra pessoa.


 

BRUNO BRAZ
O autor é um eterno curioso e interessado por tecnologia, física, história, psicologia, comportamento 

humano, economia e arte. De uns tempos pra cá, resolveu compartilhar parte de suas reflexões e 

devaneios num blog chamado "Introspecção Exposta".
Alguns de seus textos também são publicados no Ano Zero e Obvious
.

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quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Felicidade Silenciosa


publicado em recortes por Antônia Macchi


Penso que a felicidade silenciosa é aquela mais egoísta, sabe? Alguns momentos de contemplação da vida que merecem ser divididos com poucos, ao invés de serem lançados no vento para muitos. A felicidade silenciosa é como um bem valioso – você não sai desfilando com ela pendurada no pescoço. Você guarda numa caixa de jóias dentro do coração. Para estes casos de felicidade silenciosa, não precisa de registro oficial. Quando eu ficar bem velhinha, quero lembrar-me de como eu me senti, e não de quantas fotos tirei. E para isso a minha atenção tem que ser dedicada.

· “Felicidade é discreta, silenciosa e frágil, como a bolha de sabão. Vai-se muito rápido, mas sempre se podem assoprar outras.” Rubem Alves

Certa vez viajei para um paraíso na costa da Austrália, e após alguns dias sem dar notícias, uma amiga me escreveu preocupada: “E aí, não está gostando da viagem?” – não entendendo a pergunta, respondi prontamente, “Poxa, é claro que estou. Da onde você tirou essa ideia?”. Ela então, concluiu sua lógica – “ah, é que você não postou nada a respeito, achei que não estivesse se divertindo”. A lógica dela, que é a lógica da maioria (incluindo a minha), me fez pensar. Estaríamos tão acostumados a propagar nossa alegria, que desaprendemos a reconhecer a felicidade silenciosa?

Felicidade silenciosa. É assim que eu chamo aqueles momentos da vida em que não faz a menor diferença se o celular tem bateria ou não. Sabe? A turma certa, a beira de praia perfeita, o boteco no meio da semana, o sítio com os irmãos, os lençóis cheios de delícias, o livro novo, o dia de ser boa companhia pra si mesma(o). Momentos onde a beleza de ser e estar é tão sublime, que ninguém fora destes pequenos universos precisa ficar sabendo. Talvez ela aconteça por medo de que os holofotes ofusquem quem enxerga estas maravilhas. Ou ainda por conta de quem teme o olho gordo. A minha teoria reina na simplicidade da distração. Felicidade silenciosa ocorre por pura distração. Algo do tipo, “opa, esqueci de viver o online pros outros, enquanto vivia o offline pra mim”.

“Ora, ora, não seja hipócrita!”. Sim. É claro que as fotos da minha viagem estão no meu perfil, obvio que eu faço check-in em lugares bacanas e divido meus momentos de emoção com minha audiência preferida em inúmeras ocasiões. Sem dúvidas sou uma daquelas pessoas que gosta de compartilhar onde foi, o que viu, como viveu. Todo mundo é um pouco assim. Entretanto, verdade também é que nada me distrai mais que a felicidade silenciosa. Eu adoro me perder em ruas que desconheço mundo afora e memorizar os cheiros e as sensações. Eu deixo o celular fora do quarto pra me perder nas curvas de alguém que me tira a atenção. Amo e prefiro contar minhas aventuras pessoalmente, pra aqueles que gostam de me ouvir vendo a emoção nos meus olhos e não no brilho de uma tela. Quando não me encontram no celular, quem me conhece já sabe e canta a pedra “está por aí aprontando alegria e sendo feliz!”. E estão certos.

Felicidade silenciosa para os outros, mas que clama dentro da alma. Eu sei que quando a gente está feliz, quer gritar essa condição aos quatro cantos do mundo e que nos dias de hoje a tarefa de fazê-lo realmente é possível. Preste atenção, entretanto, que a felicidade silenciosa se basta em existir. Sobrevive dos sussurros de amor e juras menos dramáticas. É propagado em grupos menores, entre abraços que falam mais que palavras. Não precisa de conexão wi-fi. Não é transmitida em um tweet e certamente não tem filtros. Ela é pura. Sincera e por vezes tão rara. Então não se deixe distrair pelos gritos de euforia no mainstream da felicidade pública. Preste atenção na felicidade silenciosa. O resto é só barulho.

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ANTÔNIA MACCHI

Questionadora fervorosa das regras da vida. Viajante viciada em processo de recuperação. Entusiasta da escrita. Uma garota no divã figurado e literal. Autora do blog antonianodiva.com.br.
Saiba como escrever na obvious.

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segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Intercambistas do Rotary - Distrito 4780


O IEESF recebeu hoje 15 jovens de 7 países que passarão uma semana em São Francisco de Assis e escola.
Adam Joseph Niles - Canadá
Yu-Ti Lee (Jasmine) - Taiwan
Lea-Shophie Wichmann - Alemanha
Kathryn Rae Slickman - USA
Ana Catalina Banica - Romênia
Hayley Ann Lemon - USA
Antoine Jean Pierre Charvin - França
Emiliano Constantin Dogaru - Romênia
Susana Michelle Maillard Lopez - México
Rene Liliana Reyes Arevalo - México
Lesly Pricila Garza Silva - México
Gerardo Moreno Menchaca - México
Carlos Adrian Berumen Rojero - México
Galilea Macías Varela - México
Omar Alejandro Palacios Mendez - México

Momento único e especial vivido por nossos estudantes que acolheram os visitante na fala da estudante Thalia Lunardi da turma 204.


Na Abertura da Feira das Nações 

quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Lançamento 2ª Edição Salgado News

Flashes do Lançamento da 2ª Edição do Jornal Salgado News

Nesta quarta-feira, 21 de outubro de 2015, a vice-diretora do IEESF, Maira Chimelo fez a abertura do Lançamento da 2ª Edição do Jornal Salgado News, seguida das falas das Profesoras Denise Miletto e Eliandra Marques. Os representantes de cada uma das turmas falaram sobre a importância deste projeto e o como eles estão vendo o andamento do mesmo. A professora Carmen Elisa também manifestou-se sobre a valorização dos textos produzidos pelos estudantes. Esta edição foi ampliada para 8 páginas.


Representante Turma 201
Representante Turma 205 
Representante Turma 202 
Representante Turma 203
Representante Turma 204





segunda-feira, 19 de outubro de 2015

Parabéns Mestra Eliandra

Nesta segunda-feira a Professora Eliandra Gomes Marques foi aprovada na defesa de Dissertação de Mestrado na UFSM entitulada: "Leitura-escrita colaborativa mediada por tecnologias educacionais em rede no ensino médio politécnico".
Participaram da Banca Examinadora as professoras Caroline Mallmann Schneiders, Drª. (UFFS) e Elena Maria Mallmann, Drª. (UFSM). 

Participamos com as turmas de 2014 e 2015 do projeto de pesquisa e parabenizamos a professora Eliandra por mais esta conquista.

Eu e a Drª. Zelia Paim nos fizemos presentes.

 
Apresentação 21'


Banca, Eliandra e Orientadora

Eu, Eliandra e Zélia

Leitura da Ata: Aprovada

quarta-feira, 14 de outubro de 2015

terça-feira, 13 de outubro de 2015

O Livro dos Mortos do Rock

publicado em artes e ideias por obvious

Da infância solitária, arruinada por perdas irreparáveis, às músicas e atitudes que falavam de amor e revolução, essas lendas encontraram um fim precoce, trágico e coberto de mistérios e especulações. Com a exceção de Lennon, todos tentaram o suicídio ou ameaçaram cometê-lo. Quatro morreram aos 27 anos.




Conhecidos como ícones culturais e lendas do rock'n'roll, Jimi Hendrix, Janis Joplin, Jim Morrison, Elvis Presley, John Lennon, Kurt Cobain e Jerry Garcia têm mais em comum do que se possa imaginar. Cheios de atitude e genialidade quando o assunto é música, eles também eram figuras problemáticas e autodestrutivas. O Livro dos Mortos do Rock, de David Comfort, desconstrói esses mitos ao revelar particularidades e detalhes da vida de cada um, especialmente no período que antecedeu sua morte.

Os capítulos foram organizados em ordem cronológica, seguindo a sequência de suas mortes, ocorridas ao longo daquela que foi a era de ouro do rock. Diferente de outros livros que se concentram pontualmente em minúcias biográficas, O Livro dos Mortos do Rock é o primeiro estudo sobre o lado sombrio desses músicos. Com uma linguagem leve e muitas vezes sarcástica, David Comfort revela com precisão os medos, fraquezas e excessos que levaram esses astros à condição de imortais.

Alguns dos mistérios explorados pelo O LIVRO DO ROCK:

Kurt Cobain estava deixando o Nirvana, divorciando-se de Courtney Love, reescrevendo o testamento para excluí-la e preparando-se para pedir a custódia de sua filha. Seu corpo sem vida foi encontrado no cômodo acima de sua garagem, ao lado de uma espingarda e de um bilhete de suicídio. Além disso, de acordo com a autópsia, a quantidade de heroína detectada em seu sangue correspondia a três vezes a dose letal da droga. Como o próprio Cobain ainda poderia ter puxado o gatilho da espingarda?

Jim Morrison havia abandonado o The Doors e estava tentando ressurgir como poeta, mas encontrava-se em um impasse criativo. Embora fosse um ávido consumidor de drogas, Morrison sempre evitou a heroína. Teria ele tomado de forma consciente uma overdose fatal naquela noite em Paris? Teria sua esposa viciada, que enganou apolícia francesa e organizou um funeral às pressas, se suicidado dois anos depois em virtude de alguma culpa inconfessável?

Dois anos após o falecimento de Elvis Presley, a causa real de sua morte foi finalmente revelada. Ou não? Ele estava tomando uma droga "miraculosa" que, em doses elevadas, normalmente causava depressão suicida. Além disso, ele ingeriu durantes anos os poderosos analgésicos encontrados em seu organismo - todos menos um, ao qual sabia ser alérgico. Ele conseguiu um frasco dessa droga em uma consulta de emergência ao dentista no meio da noite, horas antes de sua morte. Por quê?

Ao promover seu primeiro álbum em cinco anos, John Lennon recusou guarda-costas e seguranças de qualquer tipo, apesar das ameaças de morte e terríveis predições dos oráculos de sua esposa. Em virtude de seu ativismo político, o ex-Beatle estava sob vigilância constante do FBI. Após anos de antagonismo mútuo e infidelidades, Yoko planejava em segredo divorciar-se de John depois que ele a ajudasse a lançar seu álbum solo. Pouco antes do assassinato do marido, por que ela e seus assíduos e cuidadosos "direcionadores" psíquicos aconselharam-no a atravessar o Triângulo das Bermudas em uma minúscula corveta?



O livro dos mortos do rock

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quarta-feira, 7 de outubro de 2015

Movimento pela Base Nacional Comum

O que seus alunos deveriam aprender a cada ano?
Sabia que é possível participar da construção da Base Nacional Comum Curricular pela internet? Veja como acessar a plataforma colaborativa do MEC:
http://basenacionalcomum.mec.gov.br/#/site/inicio.

Assista ao vídeo do Movimento pela Base Nacional Comum, que tem o objetivo de engajar a sociedade na construção da Base, para entender a importância do documento:


Participe!

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

Breve histórico do Conto Literário

setembro 30, 2015

Uma breve panorâmico sobre o Conto, dos primórdios até hoje



Certa vez, Ernesto González Bermejo perguntou a Cortázar qual era o seu conceito de conto, e o autor respondeu:

Muito severo: já o comparei a uma esfera. É uma coisa que tem um ciclo perfeito e implacável. Uma coisa que começa e termina tão satisfatoriamente como uma esfera: nenhuma molécula pode estar fora de seus limites precisos.

Como se vê, Cortázar apresenta rigor em seu conceito. Mas quando mesmo nasceu esse gênero narrativo?

A origem do conto é deveras remota, inicia-se com a tradição oral até transformar-se em uma manifestação da escrita. Na Antiguidade, Panchatantra, As Mil e Uma Noites e até mesmo a Bíblia marcam a história do conto. Na Idade Média, uma melhor elaboração do gênero era lenta, mas mesmo assim despertava muito interesse. Nessa época havia, no mínimo, cinco modelos de contos: o popular, o infantil, o galante, o conto-fábula e o conto moral. Com o passar do tempo e com uma produção mais corrente, estabelecem-se determinadas normas para esse gênero. Como resultado, o conto literário apresenta “recursos criativos”. Esses recursos têm uma finalidade: a ordem estética.

Para aprimorar a ideia de ordem estética, na primeira metade do século XIX o escritor Edgar Allan Poe estabeleceu algumas regras para se escrever o conto literário. Segundo Poe, a narrativa deve ser breve, ter coerência e uma tensão que se resolva no seu desfecho. Essa condição, preconizada por Poe, origina o que se chama de “conto de acontecimento”, que apresenta um mote, uma ação, um desenvolvimento, uma tensão, um clímax e um desfecho. O autor valoriza o término da história, ou seja, algo que surpreenda o leitor, geralmente um evento inesperado em seu fim.

Na segunda metade do século XIX, autores como Maupassant e Tchekhov começam a mudar os rumos desse gênero literário. O autor francês transita entre a reflexão sobre a sociedade e a loucura do homem, acompanhando os descobrimentos dos estudos psiquiátricos que se iniciavam nessa época. Tchekhov valoriza o desenvolvimento da narrativa, sem priorizar o desfecho. Desse modo, as personagens assumem um papel de suma importância, pois revelam seu mundo interior. Sendo assim, o escritor russo origina o “conto de reflexão”. Como se pode perceber, não é à toa que o século XIX é considerado, por muitos historiadores da literatura, o “século de ouro do conto”.

No século “dourado do conto”, no Brasil também havia escritores desenvolvendo esse tipo de narrativa. Álvares de Azevedo, com Noite na Taverna, é visto como um dos precursores do conto literário brasileiro. Outro autor relevante foi Machado de Assis, que produziu uma vasta literatura do gênero, e tanto escreveu à maneira de Poe, quanto à maneira de Tchekhov.

O estilo narrativo denominado conto passa a ter, em nosso país, um grande destaque. No início do século XX, surgiram escritores como Simões Lopes Neto, que deu um novo tratamento ao tema regional; Lima Barreto, que escreveu como forma de contestar as injustiças sociais do Rio de Janeiro; e Monteiro Lobato, que escreveu seus contos para denunciar as relações de poder e autoritarismo em São Paulo.

sexta-feira, 2 de outubro de 2015

Preparando o Lançamento da Segunda Edição - Salgado News




Na Segunda Edição do Salgado News muitas novidades. Conseguimos material para a edição do jornal com oito páginas. Na segunda-feira saiu de Fortaleza. Aguardamos ansiosos a chegada do mesmo à escola. Os estudantes preparam-se para o lançamento desta edição. Representantes de cada turma juntamente com as professoras determinarão como será este momento. A semana promete.