Leia sempre, a leitura transforma.

Leia sempre, a leitura transforma.



Mostrando postagens com marcador Sala de Aula. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Sala de Aula. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 10 de março de 2017

Organização da sala de aula deve mudar conforme intenção pedagógica

Saiba como tornar o ambiente de aprendizagem um lugar flexível e quais as possibilidades pedagógicas de diferentes arranjos
por Ana Luiza Basílio, do Centro de Referências em Educação Integral

Entender a sala de aula como um local flexível é um dos primeiros passos para se pensar a diversificação das práticas pedagógicas. A mudança, no entanto, não deve acontecer de forma isolada e precisa estar inserida dentro de uma proposta política e pedagógica. “É fundamental que antes de pensar os espaços se discuta a concepção de educação colocada, bem como o que se pretende com os sujeitos ali presentes”, considera a professora Sandra Caldeira, mestre e doutora em História da Educação.

Isso porque a disposição da sala de aula e dos demais espaços educativos pode chancelar ou refutar uma proposta pedagógica. A disposição das carteiras, por exemplo, é um dos aspectos mais visíveis. “O modelo das cadeiras enfileiradas aponta para uma educação centralizada no professor, que o coloca na posição de detentor do conhecimento e direciona todos olhos e corpos a ele”, comenta Andrea Zica.

Em sua leitura, essa estrutura não atende às propostas educativas dialógicas, em que o professor se apresenta como mediador do conhecimento. “Nesse caso, espera-se que o professor saia desse lugar central e busque integrar-se ao grupo dos estudantes”, observa.

Outro ponto a se considerar é o tipo de relação que se espera que os estudantes construam com os objetos de conhecimento. Aqui, podem valer propostas em contextos individuais ou coletivos. “Tem momento que é necessário que eles estejam sozinhos frente ao conhecimento, caso de atividades que pedem uma concentração maior ou que demandam que os alunos identifiquem seu próprio grau de aprendizagem; mas também há situações em que trabalhar com o outro é fundamental para que essa relação se estabeleça; ou ainda que o professor seja fundamental na dinâmica”, considera Andrea.

A educadora reforça que nenhum arranjo deve ser validado como o mais importante sem que haja uma experimentação por parte da escola, que também tem o papel de descartá-lo, quando necessário. “Cada grupo é um encontro de pessoas, o que imprime características diferentes. Estar com o outro é uma aprendizagem constante, que muda o tempo todo”, reconhece.

Nas aulas de Língua Portuguesa e Literatura da professora Andrea Zica, docente do Instituto Casa Viva, em Belo Horizonte, por exemplo, a regra é não ter regra em relação à organização da sala de aula. Um dia, os estudantes estão organizados em formato de U. No outro, com as carteiras agrupadas. Também não são raras as vezes em que eles fazem suas leituras deitados sobre o jardim do Museu Histórico Abílio Barreto, vizinho à escola.

“A dinâmica da aula se dá em função da minha intencionalidade pedagógica”, explica a educadora que chega a trabalhar com cinco arranjos diferentes de sala de aula por semana, todos previamente pactuados com os estudantes.



A importância dos arranjos integrais

Para a educadora Sandra Caldeira, repensar as dinâmicas da sala de aula e dos espaços educativos é uma forma de romper com um importante paradigma educacional. “A vida é movimento e o que fazemos é colocar esses estudantes sentados desde muito cedo, “segregando” a cabeça do corpo, privado de movimento. Precisamos produzir referências mais integrais, que trabalhem a razão em sintonia com a emoção desses alunos”, coloca, mencionando um dos principais desafios das escolas.

Andrea concorda e opina que a educação tradicional exige das infâncias e das juventudes uma presença “artificial” do corpo. “Quando você tira a cadeira, esse corpo vai se mostra de uma maneira diferente”, observa a educadora.

Nesse sentido, a arquiteta, urbanista, pesquisadora e diretora do atelier Cenários Pedagógicos, Beatriz Goulart, aposta no uso de mobiliários modulares e mais flexíveis. “Quanto mais essas peças forem leves, desmontáveis, mais fácil fica propor essas mudanças”.

Ela também reconhece que esses processos de mudança nem sempre são fáceis, “afinal, estamos propondo mexer numa estrutura que foi feita para ficar para sempre”, coloca se referindo ao modelo da sala de aula. No entanto, acredita que a customização pode ser uma boa saída a esses ambientes.

Para além dos espaços


Repensar a disposição e utilização dos espaços não precisa se encerrar nas dependências escolares. As especialistas acreditam que o território no qual a escola está inserida também precisa ser levado em conta. Para elas, tão importante quanto a disponibilidade para repensar arranjos internos é a disposição da escola de entender a circulação e acesso pela cidade como um direito fundamental dos estudantes. Cabe à escola, então, propor utilizações de espaços públicos, como parques e praças, e demais equipamentos, como museus e casas de cultura, dentro do seu arranjo curricular.

“É importante fazer um reconhecimento do local, conversar com as pessoas que frequentam e pensar modos diferenciados de abordagem, sempre tendo em vista os interesses e as fases do desenvolvimento dos estudantes”, elenca Sandra.


* Publicado originalmente no Centro de Referências em Educação Integral e reproduzido mediante autorização.


Fonte: Porvir 

sexta-feira, 15 de maio de 2015

Estudo aponta melhora no desempenho de estudantes após o banimento de celulares em escolas

13 de maio de 2015


Realizada em colégios ingleses, pesquisa mostra que proibição dos dispositivos na sala acarretou um aumento de cerca de 6% nas notas de alguns alunos.


Um estudo conduzido por pesquisadores das Universidades do Texas e de Louisiana a respeito das políticas de uso de aparelhos celulares em quatro cidades inglesas aponta que as escolas que baniram os dispositivos registraram uma melhora de até 6% nas notas dos seus alunos.

O levantamento batizado de "Tecnologia, distração e o desempenho de estudantes" analisou o desempenho dos estudantes desde 2001, antes e depois da proibição dos aparelhos nas escolas, em Birmingham, Londres, Leicester e Manchester, combinou esses dados com as informações sobre o desempenho dos jovens em exames nacionais externos.

Depois que os celulares foram proibidos, os estudantes na faixa etária de 16 anos tiveram um desempenho 6,4% maior que o desvio padrão, o que, de acordo com os pesquisadores, corresponde à adição de o equivalente a uma hora a mais de estudos na escola por semana, ou "cinco dias de escola por ano".

De acordo com Richard Murphy, professor assistente de Economia da Universidade do Texas, e Louis-Philippe Beland, professor da Universidade do Estado de Louisiana, autores do estudo, os resultados da pesquisa podem ser semelhantes nos EUA, onde 73% dos adolescentes têm um telefone celular — no Reino Unido, em 2012, esse percentual era de 90,3%. Os pesquisadores, no entanto, fazem uma ressalva quanto às conclusões do estudo.

PUBLICIDADE

"É importante notar que esses ganhos (nas notas) são proeminantes entre aqueles que têm notas menores, e que mudanças na política que permite celulares em escolas tem o potencial de exacerbar as desigualdades de aprendizagem", escreveram eles em um artigo no site The Conversation.

Eles afirmam que, enquanto o ganho observado em estudantes com notas menores foi o dobro do que aqueles com notas médias, o banimento de celulares não teve nenhum efeito entre os estudantes com notas maiores, e nem nos alunos na faixa etária de 14 anos — que tendem a usar menos os celulares.

Em 2001, quando o estudo foi iniciado, nenhuma das escolas analisadas havia banido aparelhos celulares das salas de aula. No entanto, em 2007, as instituições que passaram a proibir os dispositivos aumentou para 50% e, em 2012, para 98%.


Leia a reportagem no site original aqui

quarta-feira, 23 de abril de 2014

segunda-feira, 21 de abril de 2014

Quais são as habilidades que um professor precisa ter para ensinar no mundo digital?


Por Desafios da Educação (15/11/2013)

O que é preciso para ensinar em um mundo cada vez mais conectado? O desafio dos profissionais da educação é desenvolver competências que nem sempre têm relação com o uso do computador. O blog Desafios da Educação traz uma lista de cinco habilidades essenciais que professores precisam ter para ensinar em parceria com a tecnologia.

1. Facilitar a interação
O professor precisa tornar-se um facilitador em vez de impor o seu ponto de vista. É importante fazer os alunos se sentirem parte da produção de conhecimento participando dos debates e dando ideias para compor a disciplina. Essa postura estimula um ambiente dinâmico, onde o conhecimento é compartilhado em rede. O jogo da Paz Mundial, de John Hunter, é um ótimo exemplo de como o professor pode ser um facilitador em sala de aula. Sua experiência com alunos do Ensino Infantil é uma inspiração também para líderes e gestores do Ensino Superior.


2. Reconhecer os ambientes digitais
É preciso aprender a usar as mídias sociais, adaptando-se a esses ambientes onde os estudantes convivem e se expressam. Trazer para sala de aula conceitos, expressões e conteúdos que estão circulando no Twitter e Facebook, por exemplo, aproxima o conhecimento do dia a dia dos alunos.

3. Provocar os alunos
Bons professores estimulam, desafiam e engajam os alunos. Além de facilitar a interação, o professor precisa provocar a busca pelo conhecimento com as ferramentas corretas. Ter a habilidade de instigar a participação e o questionamento é fundamental para o docente que irá conviver com uma geração extremamente estimulada pela tecnologia.

4. Aprender com os alunos
Que tal começar o dia espiando o que está acontecendo nas redes sociais? Essa é uma boa oportunidade para conhecer melhor o universo da Geração Y. O professor precisa estar aberto para receber informações novas dos estudantes e compartilhar com eles o conhecimento de maneira mais horizontal. Aprender com os alunos faz parte do processo.

5. Fazer da sala de aula um espaço para a experiência
O professor deve estar aberto para experimentar novas formas de organizar as aulas, aplicativos que facilitem a transmissão de conhecimento e softwares que ampliem os limites da sala de aula. É importante estar disposto a conhecer novas formas de educar, fazendo educação e tecnologia andarem juntas.