Leia sempre, a leitura transforma.

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quarta-feira, 11 de outubro de 2017

Conaler 2017 abre inscrições


Já estão abertas as inscrições para o Conaler, o 2º Congresso Nacional de Leitura 100% online e 100% gratuito, que vai reunir, durante uma semana, grandes especialistas do Brasil e do exterior. O evento (que, em 2016, teve 5.668 participantes) começa no Dia Nacional do Livro, dia 20/10. A programação será anunciada na próxima semana.

Na primeira edição, foram 17 h 3 min e 14 seg de conteúdo em 37 conferências, palestras e saraus literários, com mais de 9 mil interações online entre os convidados e o público. As inscrições são gratuitas, mas as vagas são limitadas. No ano passado, elas esgotaram-se em poucos dias e a organizadora, a Fundação Observatório do Livro e da Leitura, precisou abrir um novo auditório virtual para comportar os inscritos da segunda leva.

Para se inscrever, basta acessar www.conaler.org.br.

segunda-feira, 9 de outubro de 2017

Irmãos distribuem livros em escolas e comunidades pobres do país

Sara Ferrari - Veja SP - 06/10/2017


Quando eram crianças, o estudante de engenharia Mateus Foz Caltabiano, de 19 anos, e sua irmã, Maria, 17, costumavam doar roupas e brinquedos a pessoas carentes, incentivados pelos pais. Em 2013, tiveram uma ideia diferente: arrecadar livros com amigos e conhecidos. A ação foi um sucesso. “Conseguimos 5 000 exemplares, que abarrotaram uma sala inteira de nossa casa”, conta o garoto.

Para fazer a distribuição, os dois embarcaram, com a família, para o Maranhão. “Elegemos esse destino porque é o estado com um dos menores índices de desenvolvimento humano do país”, explica o rapaz. Eles pagaram a viagem com recursos próprios. Foram 37 dias de expedição, passando por comunidades quilombolas, aldeias indígenas e regiões ribeirinhas.

Encantados com a experiência, os irmãos decidiram criar, em 2014, a lêComigo, organização sem fins lucrativos que fornece livros a bairros pobres e escolas públicas pelo Brasil. Boa parte das obras é arrecadada em eventos promovidos pela Organização da Sociedade Civil (OSC).

Em quase três anos de trabalho, foram distribuídos 18 000 títulos infanto-juvenis em estados como Amazonas e Tocantins. Cada local recebe um kit com cerca de 170 exemplares. A dupla faz a entrega pessoalmente, em geral durante as férias escolares, e paga do próprio bolso as despesas, incluindo transporte e estada. O valor pode chegar a 3 000 reais para cada um, dependendo da cidade escolhida.

“Nossa biblioteca era muito pobre”, conta Sheila Ferraz, 37, supervisora pedagógica de uma escola de Jacinto, em Minas Gerais. “Quando os alunos receberam o presente, foi uma festa.” Em São Paulo, dezenas de instituições estaduais de ensino, em bairros como penha, na Zona leste, e Capão Redondo, na Zona sul, já foram contempladas.

Agora, os jovens planejam obter patrocinadores para ampliar o número de pessoas atendidas. “Sempre fui apaixonada pela leitura, e é gratificante poder dividir isso com quem tem menos recursos”, afirma Maria. “Essa trajetória me deixou muito mais comprometido com o meu país”, completa Mateus.




sexta-feira, 6 de outubro de 2017

Escolas substituem dever de casa por tempo de leitura. Funciona?



Distrito escolar nos Estados Unidos adotou a prática com base em indícios de que a leitura livre é melhor do que as tarefas

Alunos de ensino primário em um distrito escolar da Flórida terão uma bem-vinda – mas controversa – nova política quando retornarem para a escola no ano letivo que começa no próximo mês: nada de lição de casa tradicional.

Eles terão que fazer outra coisa para ajudá-los academicamente: ler por 20 minutos todas as noites.

Heidi Maier, nova superintendente do distrito de escolas públicas do condado de Marion, na Flórida, formado por 42 mil estudantes, disse em uma entrevista que ela tomou a decisão com base em uma pesquisa sólida acerca do que funciona melhor para aumentar o desempenho acadêmico dos alunos.

Isso pode parecer óbvio, mas no mundo da educação, os decisores políticos são notáveis por criar muitas políticas sem saberem e/ou se importarem com as evidências das melhores pesquisas.

A política será aplicada a todos os alunos do primeiro ciclo do ensino fundamental no distrito – cerca de 20 mil – mas não valerá para os demais alunos de ensino fundamental e médio. Maier, uma especialista em leitura que começou a liderar as escolas de Marion em novembro, depois de atuar como professora de licenciatura no College of Central Florida, disse que está baseando sua decisão em uma pesquisa que mostra que lição de casa tradicional nos primeiros anos escolares não melhora o desempenho acadêmico, mas a leitura – e ler em voz alta – sim.

Uma análise muito citada de uma pesquisa sobre o tema, publicada em 2006, constatou que lição de casa no primeiro ciclo do ensino fundamental não contribui para ganhos acadêmicos e tem apenas um efeito moderado para estudantes mais velhos em termos de melhorias de desempenho acadêmico. Apesar da lição de casa ser uma das questões mais controversas na educação básica, não existe nenhum estudo experimental sobre os possíveis efeitos da prática.

Mas especialistas dizem que a pesquisa é clara quanto aos benefícios da leitura diária, com estudantes escolhendo seus próprios livros, lendo em voz alta e escutando um adulto fluente ler para eles.
Maier citou o trabalho de Richard Allington, especialista em aquisição de leitura, que pesquisou e escreveu extensivamente sobre como ensinar os alunos a lerem.

“A qualidade da lição de casa é tão pobre que simplesmente fazer as crianças lerem em substituição a lição de casa, com leituras selecionadas por elas mesmas, é uma alternativa poderosa”, diz Allington. “Talvez alguns tipos de lição de casa possam aumentar os ganhos acadêmicos, mas esse tipo de lição é incomum em escolas dos EUA.”

Maier diz que os estudantes poderiam selecionar o seu próprio material de leitura e teriam ajuda de professores e bibliotecas escolares. Para as crianças que não têm um adulto em casa para ajudá-las a ler – os mesmo alunos que não tinham um adulto em casa para auxiliá-los com lição de casa tradicional – seriam disponibilizados voluntários, audiolivros e outros recursos.

Maier conta que teve um retorno positivo dos pais e professores, muitos dos quais aplaudiram a decisão, mas alguns são céticos. “Nós precisamos deixar a nossa mensagem clara e explicar por que isso é benéfico”, disse, acrescentando que em breve serão realizadas assembleias para os pais.

Lição de casa tem sido uma questão controversa para educadores e famílias por mais de um século. No final do século XIX, um herói da Guerra Civil Americana que se tornou membro do conselho escolar, Francis Walker, acreditava que lição de casa de matemática prejudicava a saúde das crianças e levou o conselho a bani-la como parte de uma febre nacional contra a lição de casa. A Ladies’ Home Journal, uma revista do período voltada para mulheres, chamou a lição de casa de algo “bárbaro” e muitos educadores disseram que essas tarefas causariam condições nervosas e doenças cardíacas em crianças, que se beneficiariam mais em brincar ao ar livre.

A lição de casa, é claro, passou a ter importância na educação – com crianças de 3 e 4 anos agora participando – e, hoje, defensores dizem que ajuda a fixar informações na memória das crianças e as ensina a estabelecer uma rotina.

O distrito de Marion se juntará a um pequeno grupo de escolas e distritos cujos líderes decidiram trocar a lição de casa tradicional por leitura diária nas primeiras séries. Apesar de não terem resultados definitivos, educadores apontam que as notas em avaliações e outras aprendizagens não foram prejudicadas.

Tradução: Andressa Muniz

Fonte: Gazeta do Povo

quarta-feira, 4 de outubro de 2017

Campanha de valorização à leitura transforma personalidades em personagens de clássicos da literatura

O Sindicato Nacional dos Editores de Livros lança este mês uma campanha para promover a valorização ao livro no Brasil e o papel transformador da leitura na sociedade. Responsável pela organização da Bienal Internacional do Livro Rio há mais de três décadas ao lado da Fagga | GL events Exhibitions, o SNEL escolheu o evento que acontece de 31 de agosto a 10 de setembro no Riocentro para a estreia da ação – a primeira realizada pela entidade em âmbito nacional.

Intitulada “LEIA.SEJA.”, a campanha foi criada pela WMcCann e é estrelada por um time de personalidades do esporte, das artes cênicas, da música e da comunicação, convidadas a incorporar personagens icônicos da literatura brasileira e mundial.

Escolhidos por sua paixão pelos livros e pela leitura, o técnico de vôlei Bernardinho se vestiu de Capitão Rodrigo, de “O tempo e o vento”, de Érico Veríssimo; o publicitário Washington Olivetto e a cantora Baby do Brasil fizeram Visconde de Sabugosa e Emília, da coleção “Reinações de Narizinho”, de Monteiro Lobato; a apresentadora Bela Gil virou a Capitu de “Dom Casmurro”, de Machado de Assis; o ator Cauã Reymond se fantasiou do protagonista de “Dom Quixote”, de Miguel de Cervantes; e o jornalista Pedro Bial aparece como o detetive de “As aventuras de Sherlock Holmes”, de Sir Conan Doyle.











O conceito desenvolvido pela agência parte da ideia de que, quando lemos, nos tornamos parte da história – ler estimula a imaginação, a criatividade e a inspiração; faz rir e chorar, refletir e viajar. Na campanha, as personalidades dão vida aos personagens, lendo trechos dos títulos escolhidos. Assim que fecham os livros, voltam a ser eles mesmos, com o semblante transformado pelo prazer e a reflexão que uma boa leitura oferece.

“O Brasil precisa com urgência de uma revolução de cidadania e ética, e acreditamos que a leitura tem um papel fundamental a desempenhar nessas áreas. A campanha ‘LEIA.SEJA.’ quer mostrar exemplos de pessoas reconhecidas pelo público em geral, que tiveram suas trajetórias marcadas pelos livros de diferentes maneiras”, afirma Marcos da Veiga Pereira, presidente do Sindicato Nacional dos Editores de Livros. “Nosso desejo é que essa ação reverbere pelos meses seguintes, estimulando o hábito da leitura ao redor do país e propondo uma conscientização sobre o seu valor”, completa.

“Quem trabalha numa atividade que depende de imaginação, criatividade e inspiração, como a publicidade, deveria pagar para criar uma campanha dessas. Foi um privilégio termos sido os escolhidos pelo SNEL.” afirma Washington Olivetto, Chairman e CCO da WMcCann.

O grupo foi fotografado por Miro, um dos mais consagrados fotógrafos brasileiros, em cenários que remetem às obras. As imagens serão utilizadas em anúncios impressos, outdoors, mídia urbana Out Of Home (OOH) e mídia digital, espalhados por diversas partes do país.

O lançamento oficial da campanha acontece na cerimônia de abertura da 18ª Bienal Internacional do Livro do Rio, no Rio de Janeiro, no dia 31 de agosto, quando haverá a transmissão de um filme sobre a campanha.

Ao longo de todo o evento, o público poderá conferir uma exposição das fotos dos personagens, que estarão acompanhadas de vídeos com o making of e depoimentos das personalidades sobre a influência dos livros em suas vidas pessoais e profissionais. Além disso, modelos circularão pelos pavilhões da Bienal com os trajes que foram usados pelas celebridades, divulgando a campanha entre os visitantes.

Fonte: WMcCann

O Diário de Anne Frank ganha versão em quadrinhos feita por israelenses


Diogo Bercito - Folha de S.Paulo - 08/09/2017

No mesmo ano em que passeatas racistas ocorreram nos EUA, com arroubos de antissemitismo, Anne Frank (1929-45) voltará às prateleiras.

Seu diário, um dos registros mais conhecidos do Holocausto, será transformado em história em quadrinhos.

O livro foi apresentado em Paris nesta quinta-feira (7), 70 anos após a publicação do original. O gibi será lançado em 50 países. No Brasil, o título será distribuído em 2 de outubro pela editora Record.

A adaptação foi feita por dois israelenses, o ilustrador David Polonsky e o cineasta Ari Folman. A dupla já havia trabalhado junta no filme “Valsa com Bashir” (2008), sobre a guerra no Líbano.

Folman, um filho de sobreviventes do Holocausto, trabalha simultaneamente em uma adaptação do diário para um filme de animação.

A dupla inicialmente rejeitou a oferta de trabalhar com o clássico de Anne Frank, a partir do qual tantos outros produtos culturais já tinham sido lançados, como filmes, mangás e musicais.

Polonsky e Folman foram convencidos mais tarde pela importância da história. Os últimos sobreviventes do Holocausto vêm morrendo e, com eles, seus relatos. Mas o antissemitismo persiste.

A alemã Anne Frank testemunhou a ocupação nazista da Holanda durante a Segunda Guerra (1939-1945).

Naquela década, judeus foram detidos, enviados a campos de concentração e sistematicamente assassinados —fuzilados, cremados, asfixiados em câmaras de gás (“talvez seja o modo mais rápido de morrer”, ela escreveu). Estima-se que 6 milhões de judeus tenham sido mortos.

Anne Frank viveu essa história de 1942 a 1944, escondida com a família no anexo de um apartamento em Amsterdã, confidenciando a um diário ao qual chamava de Kitty (“você será minha melhor amiga, como nunca tive na vida”). Estão ali os detalhes banais de seu cotidiano, como as brigas com a irmã, mas o livro registra também as angústias de uma garota vivendo a violência do nazismo.

Anne Frank dorme mal, e sonha em repetidas noites com o futuro nas mãos do regime de Adolf Hitler. Sua família foi capturada em 1944, e ela morreu em abril de 1945, no campo de concentração de Bergen-Belsen, Alemanha.

O texto foi descoberto, editado e lançado em 1947 por Otto, seu pai e único sobrevivente da família, que criou uma fundação com o nome da filha. Ativa ainda hoje, a fundação, aprovou a adaptação do diário aos quadrinhos. Em outras ocasiões, a entidade recusou sua chancela por preocupação com a fidelidade histórica de novas versões.

Não são abundantes as boas adaptações literárias para gibis, e neste caso havia o agravante de se tratar de um diário, formato pouco visual. Mas a HQ de “Diário de Anne Frank” faz jus ao original.

O texto foi reduzido pelos artistas israelenses e transformado em ilustrações, mas não perdeu o frescor da perspectiva de uma criança —ela tinha 15 anos ao morrer— diante das atrocidades que marcaram o século 20.

Ao jantar, Anne Frank ouve a notícia de que a princesa Juliana espera um bebê e se imagina no meio de uma fanfarra. As ilustrações acompanham o sonho.

Mas, na cama, “os maus pensamentos se insinuam”, ela escreve. E os artistas desenham Anne Frank deitada em cima de um Exército enquanto um trem e um furgão passam carregando detentos, engolidos pela fumaça.


Fonte: Blog do Galeno


segunda-feira, 2 de outubro de 2017

Menina que sofria bullying por amar insetos publicou artigo científico

Galileu - 20/09/2017



Sophia Spencer, 8, e o pesquisador Morgan Jackson: a história da menina ficou famosa após sua mãe pedir ajuda para entomologistas no Twitter.

A amante de insetos Sophia Spencer, de 8 anos, publicou um artigo científico com ajuda do pesquisador Morgan Jackson e da Sociedade Entomológica do Canadá (ESC). Isso ocorreu porque a menina sofria bullying dos colegas de escola por gostar muito desse bichinhos, até que sua mãe resolveu mandar uma carta para o instituto.

No texto, a mulher explicava a situação de Sophia e pedia ajuda para encorajar a filha a continuar com seu amor por insetos e até seguir uma carreira na área: “Se alguém pudesse conversar com ela só por cinco minutos, ou quem não se importasse em ser um correspondente dela, eu apreciaria muito”.

A Sociedade acabou vendo a carta e a publicando em seu Twitter, o que gerou grande repercussão e a criação da tag #BugsR4Girls (#InsetosSãoParaGarotas). Logo a história ficou famosa e ela começou a receber mensagens de carinho e incentivo de todo o mundo, e foi daí que partiu o convite de Morgan Jackson.

O pesquisador fez uma análise do impacto da história da menina em uma edição especial do Annals of the Entomological Society of America e convidou Sophia para escrever uma parte do texto. O artigo detalha como o tweet e a tag contribuíram para a comunicação científica e a percepção pública de entomologia e, como estudo de caso, também resume várias lições úteis de mídia social para outros comunicadores científicos.

Na parte em que escreveu, a menina conta que adora lesmas, centopéias e caracóis, mas que seus insetos preferidos são sem dúvidas os saltadores e que quer ser uma etomologista quando crescer, provavelmente para estudar gafanhotos. “Fiquei feliz em ter tantas pessoas me apoiando e foi legal ver outras meninas e adultos estudando insetos. Acho que outras garotas que viram minha história também gostarão de estudar esses animais”, relata Sophia.

Depois disso a menina está mais confiante e não sofre mais com os colegas que, hoje, fazem questão de conversar sobre o assunto com ela: “Agora tenho um microscópio que alguém me enviou, e quando o levo para a escola sempre que as crianças encontram um inseto vêm e me dizem e dizem ‘Sophia, Sophia, encontramos um inseto!'”.

(Com informações de Science Alert.)

sexta-feira, 29 de setembro de 2017

Especialista do MIT sugere estratégias contra ‘passividade’ de alunos

G1 - 18/09/2017



Jennifer Groff, pesquisadora-assistente do Laboratório de Mídias da universidade americana, defende ensino mais baseado em habilidades e competências do que em disciplinas tradicionais.

Disciplinas de pouca aplicação prática e ensino de conteúdo distante do contexto real são prejudiciais aos alunos por ensiná-los a pensar de um modo linear, que não os prepara para o mundo. É o que diz a especialista americana em educação Jennifer Groff, pesquisadora-assistente do Laboratório de Mídias (Media Lab) do MIT (sigla em inglês para o Instituto de Tecnologia de Massachusetts). Groff é autora de estudos sobre ensino personalizado, inovações em sistemas de aprendizagem e uso de jogos e tecnologias em sala de aula.

Em entrevista à BBC Brasil em São Paulo, onde atuará como diretora pedagógica da escola Lumiar, Groff faz coro ao crescente número de especialistas internacionais que defendem um ensino mais baseado em habilidades e competências do que em disciplinas tradicionais.

Ela também defende que a mudança na base curricular brasileira (documento do Ministério da Educação atualmente em fase de consulta pública) é uma oportunidade para dar flexibilidade para que professores possam adotar jogos, brincadeiras e projetos em sala de aula.

A seguir, os principais trechos da entrevista:

BBC Brasil – Uma das áreas que você estuda é aprendizagem por jogos. O que, na sua experiência, tem funcionado ou não em termos de jogos em sala de aula?

Jennifer Groff – Em nosso laboratório, buscamos jogos que envolvam (o aluno) em experiências e permitam a imersão em um conceito – em vez de um jogo que simplesmente o instrua a fazer uma tarefa.

quarta-feira, 27 de setembro de 2017

Plataforma encontra professores on-line e se destaca

TecheNet

Plataforma Preply chegou há pouco tempo e já conquistou o público brasileiro, com mais de 1.000 aulas para brasileiros. Confira!

Aprender um novo idioma nunca foi uma tarefa fácil, mas até pouco tempo atrás o grande problema para quem queria estudar idiomas era a acessibilidade. Com a chegada da internet essa barreira foi quebrada e, hoje, não existem fronteiras para quem quer atingir a fluência no inglês ou no espanhol, bem como dedicar-se a alguma matéria escolar ou aprender um novo instrumento musical. Através da plataforma Preply é possível ensinar e aprender com apenas alguns cliques. O que antes só era transmitido através das instituições de ensino e exigia tempo de deslocamento e esforço, hoje pode ser feito de sua própria casa. A Preply tornou o ensino de idiomas e matérias muito mais democrático e qualquer aluno tem a chance de estudar, de forma presencial ou on-line, através de aulas individuais.

Como funciona a plataforma?

Para começar a ter aulas você só precisa acessar o site da Preply e digitar o tema preferível, como por exemplo “matemática” ou “inglês”. Em seguida, o aluno deve escolher seu professor e enviar-lhe uma solicitação para agendar as aulas. Os valores podem variar de acordo com o professor, partindo de 5 dólares. Através dos filtros de busca você pode pesquisar por professores em sua região ou por matéria, especialização e preço por hora. Como temos milhares de professores não só do Brasil, mas de todo o mundo, o aluno tem uma grande variedade de opções à sua disposição e pode trocar de tutor a qualquer momento, caso não se sinta satisfeito com as aulas. Veja abaixo outras vantagens em apostar na Preply.

Aulas presenciais

As aulas presenciais também são destaque na Preply e o aluno, além de ter uma grande variedade de opções, pode ter a garantia de um bom investimento. O contato humano e a interação com o professor nas aulas torna o conteúdo mais dinâmico, o que ajuda a motivar o aluno e aumentar sua concentração. O método clássico de ensino também é vantajoso na Preply e o número de professores é grande. Seja qual for o seu perfil de aluno, a plataforma pode ajudá-lo a chegar lá.

E as aulas on-line?


As vantagens das aulas via Skype são inúmeras, desde a redução dos custos ou a economia de tempo e dinheiro com transporte até a possibilidade de estudar sem qualquer compromisso ou preocupação com horários e mensalidades. Com a Preply você terá praticidade e comodidade em seus estudos. Não importa se você mora no Brasil e quer ter aulas com um professor de inglês americano ou australiano, por exemplo. Você pode estudar em casa ou em cafeterias, no trabalho, durante suas viagens ou mesmo em hotéis. As aulas podem ser dadas com a ajuda de um smartphone, tablet ou computador que tenha conexão com a internet e Skype. O material deve ser acordado com o professor responsável.

Para mais informações, acesse o link https://preply.com/pt/.

segunda-feira, 25 de setembro de 2017

20 anos de Harry Potter: como a série mudou a literatura

Aline Pereira - Canal Tech - 26/06/2017


Dia 26 de junho de 1997, a autora J.K. Rowling, através da editora britânica Bloomsbury, apresentava ao mundo Harry Potter e a Pedra Filosofal. Na época, o que ninguém sabia era que esse seria apenas o início de um fenômeno mundial. Hoje, 20 anos, sete livros, oito filmes e uma peça de teatro depois, Harry Potter já vendeu mais de 450 milhões de exemplares em todo o mundo, foi traduzido para 79 idiomas e continua sendo um enorme sucesso entre crianças, adolescentes e adultos que ainda são fascinados pelo mundo da magia.

Se você nunca leu Harry Potter, certamente já viu algum filme ou pelo menos já ouviu falar nesse tal menino bruxo. Mas por que ele se tornou esse sucesso mundial e, mesmo após vinte anos, as pessoas ainda falam nele? Harry era um órfão que vivia uma vida infeliz ao lado dos seus tios trouxas, que o maltratavam e reprimiam qualquer demonstração de magia que ele apresentava. Ao completar 11 anos, ele descobriu que era um bruxo e foi selecionado para estudar na Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts, onde conheceu seus melhores amigos, Rony e Hermione, aprendeu a jogar Quadribol, viveu diversas aventuras, cresceu e aprendeu inúmeros feitiços até o dia da fatídica batalha contra Voldemort, o maior bruxo das trevas de todos os tempos. Certo? Sim, foi isso que aconteceu. Mas Harry Potter não se trata apenas disso.

Por trás desse enorme sucesso estão, na verdade, todas as lições que J.K. Rowling conseguiu debater sutilmente ao longo dos sete livros que escreveu. Harry Potter está longe de ser uma historinha para crianças que fala apenas sobre bruxos adolescentes que vivem quebrando o regulamento da escola para se envolverem em uma aventura. Harry Potter ensina importantes valores sobre amor, amizade, família, amadurecimento, bullying, respeito ao próximo, tolerância diante do que é diferente, conquistas, perdas, política e poder. Além de poder ser lida facilmente por crianças e adolescentes, essa é uma história inteligente, intrigante e recheada de ensinamentos para os adultos.

A vitrine virtual UmSóLugar fez um levantamento com alguns números e curiosidades sobre a saga. De acordo com o material disponibilizado, podemos perceber, por exemplo, que em 40,80% das vezes os sete livros de Harry Potter utilizaram palavras positivas que remetem a coisas boas, como amigos, família, segurança, felicidade, sorrir. Em contrapartida, 59,20% das vezes os livros usam palavras negativas como matar, perigo, morte, maldição.

sexta-feira, 22 de setembro de 2017

Casal que saiu da rua graças aos livros recupera com doações o que foi destruído pela chuva

Fernanda Canofre - Sul21 - 18/09/2017




Vinicius Camargo Flores, 34 anos, chegou para trabalhar no sábado (16) e levou um susto. Os livros que ele vende todos os dias, na calçada da esquina da Avenida Borges de Medeiros com a Rua Fernando Machado, estavam jogados na rua, desmanchados pela chuva, formando uma espuma branca que já não deixava identificar que formas e histórias tiveram antes. “Foi um choque, porque é meu ganha-pão diário, a gente paga R$ 20 por dia na pensão com esse dinheiro”, conta ele.

Os livros mudaram a vida de Vinicius e da companheira dele, Tatiane Kubiak, 32, há mais ou menos um ano. Os dois se conheceram há três anos e dois meses, trabalhando na Cootravipa (Cooperativa dos Trabalhadores Autônomos das Vilas de Porto Alegre) e vivendo na rua. Com histórias parecidas, eles se apaixonaram. Durante algum tempo, Tati e Vinicius viviam daquilo que conseguiam ganhar das pessoas em frente ao supermercado Zaffari, da Fernando Machado. Até o dia em que uma professora parou e perguntou se não estariam interessados em pegar alguns livros que ela já não usava e colocá-los na calçada para vender.

“Eu falei que sim e a gente começou com esses 10 livros”, lembra Vinicius. “Agora, tenho cliente que compra todos os dias, tem outros que compram só coleção, tem quem peça pra eu arrumar o que eles querem”.

A venda, que começou improvisada, costuma render em torno de R$ 50 por dia e ajudou o casal a sair da rua, para um quarto de pensão. Por isso, todas as noites quando fechava o expediente do dia, ele colocava os livros dentro das caixas, as arrumava contra a parede do prédio, puxava uma lona por cima e saía confiante de que estaria ali, no dia seguinte. No sábado, quando tudo se perdeu com a chuva, eles já tinham um estoque de 800 volumes, indo de biografias a enciclopédias, de romances a manuais de alimentação.

Poucos meses antes, Vinicius já havia tido que recomeçar do zero. Durante uma das tardes em que Tati, que está grávida de cinco meses, não pode acompanhá-lo, os poucos minutos em que ele saiu para ir ao banheiro foram suficientes para que alguém passasse e levasse seu carrinho com todos os livros e o cachorro de estimação do casal. Assim como dessa vez, ele não sabe quem pode ter sido o responsável. Ficou só a suspeita de que seja alguém que eles conheciam dos tempos de rua. “Dessa vez, só fizeram de maldade e jogaram tudo na chuva”.


Ainda no sábado, porém, as coisas começaram a virar para Tati e Vinicius. O cabeleireiro Marcelo Moura Lima, 39 anos, chegou para abrir o salão que mantém em frente ao ponto do casal, e se deparou com uma cena “deprimente”, em suas palavras. Ele fotografou os livros jogados na chuva e postou a imagem no grupo Vizinhos do Centro Histórico, no Facebook, contando como o material era importante para eles. Com mais de 400 curtidas no post, Marcelo começou uma corrente de solidariedade que, em dois dias, conseguiu reunir 500 livros em doações para que eles voltassem às vendas.

“A gente acompanha o trabalho dele, acompanha a luta e sabe que a rua não é [um lugar] fácil. Quando contava o ocorrido, as pessoas ficavam indignadas, porque é um trabalho. Foi uma iniciativa boa deles, porque pararam com as atividades da rua e conseguiram se firmar ali. A esposa dele está grávida, eles moram em uma pensão e ele precisa desse giro diário para se manter”, explica Marcelo.

Desde sábado, o salão virou também um ponto para recebimento de doações. O telefone de Marcelo também recebeu várias ligações de pessoas interessadas em ajudar e querendo saber se o casal estava trabalhando. “Hoje de manhã, me surpreendi quando cheguei e vi que ali já estava cheio de livros outra vez”, diz ele.

O negócio de Tati e Vinicius funciona porque ela entende da parte do dinheiro, ele dos livros.

Enquanto conversávamos, uma moradora do Centro se aproximou trazendo sua doação de livros, roupas e calçados para os dois. Quando Vinicius viu o nome de Isaac Asimov nas capas de alguns deles, logo virou, empolgado: “Olha, esse vale muito, é um cara da ficção científica. Muito bom”.

Os dois Asimov se juntaram a uma pilha de livros que a professora Maria Zenisse levou em seguida. Ela conta que é cliente assídua do casal. “Porque eles vendem, na rua, coisas boas, com preços populares. Eu, que sou professora aposentada, adoro. Muitos professores param aqui para comprar com eles”, diz ela, que lecionava Filosofia e está aposentada pela rede estadual.

“Agora, a gente precisa de dois carrinhos para poder levar os livros para casa. Porque, como eu estou grávida, não posso ajudar. Ele sozinho não consegue carregar tudo em caixas”, diz Tati. “Quem passa aqui, fala que não é para a gente parar de vender, que é pra continuar que vão nos ajudar”. O companheiro completa: “É que eles nos conheciam de quando a gente vivia na rua, então, viram o nosso progresso. Por isso que querem nos ajudar”.

O sonho dos dois é arrumar uma sala no centro, onde possam colocar os livros. O problema seria ter de pagar o valor de dois aluguéis. Enquanto isso não é possível, Vinicius conta que está à procura de uma banca de madeira que o ajude a tirar os livros da calçada.

Depois de perderem um bebê, no ano passado, ainda durante a gestação, o casal ainda vive a expectativa do primeiro filho. Tati havia ficado em casa no sábado para arrumar as roupinhas de bebê que ganhou de moradores que passam por eles todos os dias. Só ficou sabendo do que aconteceu, quando o companheiro chegou emocionado em casa. Apesar do golpe, ela diz determinada: “Fizeram isso só pra gente parar de trabalhar, mas não vamos parar, nós vamos continuar”.

O casal vende livros todos os dias, do meio-dia às 22h.

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

Criança de Vitória já leu mais de 100 livros e sonha em jogar futebol

Rodrigo Maia - G1 - 17/09/2017


Aos sete anos de idade, ele já leu mais de 100 livros, sabe as capitais de todos os países – “São 193 reconhecidos pela ONU”, disse o menino -, lê em espanhol e italiano e sonha em ser jogador de futebol. Igor Pinheiro cursa o segundo ano do ensino fundamental em uma escola pública de Vitória e foi identificado como ‘aluno com altas habilidades’, ou seja, superdotado.

No colégio onde Igor estuda há um núcleo para alunos com altas habilidades, com inteligência acima da média. Eles têm uma sala específica, onde podem encontrar livros, revistas, material lúdico e pintura. O professor especialista em altas habilidades Israel Scardua, disse que é importante desenvolver a criatividade dessas crianças.

“Todos nós temos habilidades de memorizar coisas, mas o aluno com altas habilidades tem um potencial maior para isso. No caso do Igor, ele tem altas habilidades na aula de humanas, tem muita facilidade em aprender línguas, lê com facilidade o espanhol e o italiano. A língua portuguesa ele lê melhor do que muitos alunos do ensino médio”, contou.

A mãe de Igor, Veruska Pinheiro, lembra que percebeu a facilidade do filho para aprendizado quando ele tinha apenas dois anos de idade.

“Aos dois anos, ele já sabia todo o alfabeto, já sabia números até 10 e aí a própria Secretaria de Educação de Vitória me chamou atenção para levá-lo ao núcleo de altas habilidades. Fui catalogar as palavras e símbolos que ele sabia e, quando me dei conta, ele já sabia mais de 200”, disse.

Depois disso, Veruska logo começou a pesquisar sobre crianças com super habilidades. “Fiquei orgulhosa, mas, por outro lado, pensei: ‘como a gente vai lidar com isso?’. Dá um frio na barriga, mas assustar mesmo, não”, falou.

No colégio, Igor tem aulas normais, como qualquer criança. Rogeovânia Chistê deu aulas para o menino até 2016 e disse que ainda se surpreende com ele.

“Eu não soube pronunciar uma palavra, uma cidade. Ele falou a pronúncia, falou de onde era. Eu achava que era até um país da Europa e ele me corrigiu dizendo que era nos Estados Unidos. Todas as vezes que ele fala alguma coisa assim, eu falo que ele sabe mais que a professora”, contou.

O pai de Igor é músico e, desde 2016, o menino começou a estudar na Faculdade de Música do Espírito Santo (Fames). A flauta é o instrumento preferido dele. “Eu sei a partitura”, disse.

O potencial de Igor chama tanto a atenção que, hoje, o menino é visto como um desafio para a direção do colégio.

“A gente chegou a discutir a questão de avançar o Igor, talvez, porque ele tem possibilidade, potencial para cursar até o quinto ano. Mas, ao mesmo tempo, a gente tem uma preocupação grande de avançá-lo e privá-lo de vivenciar parte da infância, as brincadeiras de criança e também questões da sua formação integral enquanto cidadão. Mas, lá na frente, acredito que ele vai ser um aluno que precisará ser avançado”, explicou o professor.

segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Tecnologia ajuda a incentivar hábito de leitura no público infantil

A Tribuna - 31/08/2017

Desde sempre, através de estudos, pesquisas e outros apontamentos, a leitura é considerada uma prática fundamental para o desenvolvimento humano. Sendo assim, quanto mais cedo, ou seja, ainda na infância, a leitura começar a fazer parte do cotidiano das crianças, as chances de estímulo intelectual, memória, facilidade de comunicação e escrita são maiores.

Hoje, com fácil acesso à tecnologia também desde cedo, é possível conciliar as práticas e fazer da leitura de livros online um facilitador para que o público infantil se interesse cada vez mais cedo por este hábito. A leitura é uma das atividades mais ricas e abrangentes para o melhor e mais frequente estímulo ao cérebro, fazendo com que ele trabalhe determinadas aptidões, como armazenamento de informações, memórias passadas e recentes, criatividade, capacidade de compreensão das mensagens passadas e evolução na forma de interpretar os conteúdos observados.

Aparelhos como smartphones e tablets fazem cada vez mais parte da vida das pessoas – e com as crianças, não é diferente. O que se deve saber é que é completamente possível fazer com que este acesso precoce à tecnologia auxilie o processo de introdução e manutenção do interesse das crianças pela leitura. Os e-books podem apresentar com mais facilidade variados temas de interesse não só do público infantil, como também podem contribuir para a aproximação entre eles e os pais em hábitos como a leitura antes de dormir, por exemplo. A leitura em conjunto estimula, ainda, a socialização e a comunicação das crianças.

O envolvimento dos pais neste processo é fundamental também na escolha do conteúdo e dos gêneros que serão passados para a leitura dos filhos. A internet é um ambiente com uma infinidade de informações. Cabe, de certa forma, aos responsáveis orientar e filtrar por quais caminhos e plataformas as crianças devem seguir, evitando que tenham acesso a conteúdos inadequados.

A interatividade é outro aspecto fundamental da leitura online para atrair as crianças. As inúmeras conexões entre textos, imagens, vídeos e animações fazem com que o interesse do público infantil seja ainda mais alto e significativo. Essa característica auxilia também no aprimoramento e no desenvolvimento da percepção cognitiva, na identificação das mensagens e nos sinais que a compõem.

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

Mulher devolve livro com 36 anos de atraso em biblioteca na Escócia

Como professora, incentivadora da leitura este esquecimento é um problema grande na não devolução de livros as suas bibliotecas. Vejo a cada ano a biblioteca da escola se esvaziar de livros. Livros muitas vezes doados ou adquiridos com muito esforço fazendo campanhas. E o livro fica na casa dos estudantes e deixa de estar nas mãos de muitos outros.
Eu mesma empresto muitos livros que nem se quer são lidos e ao menos devolvidos. Tenho uma biblioteca de livros emprestados.

Nossa biblioteca recentemente fez campanha: "Volta para a biblioteca"

Veja esta história que aconteceu na Escócia:

Cesar Nascimento - Blasting News - 10/09/2017


Ela simplesmente se esqueceu de devolver o livro e acabou o encontrando anos depois


Na época da escola, todos tinham o costume de pegar #Livros na biblioteca para levarem para casa. Geralmente, esses livros tinham um prazo para serem devolvidos e, caso isso não acontecesse, vários problemas poderiam surgir.

O ser humano nem sempre está com a mente livre. Isso significa que, durante o dia, diversos pensamentos, sendo que a grande maioria deles são preocupações e questionamentos, acabam colocando seu cérebro para trabalhar, provocando um verdadeiro curto de informações.

O resultado são pequenos esquecimentos que, a longo prazo, podem se transformar em grandes problemas. Quem nunca se esqueceu de algo importante? Isso acontece mais do que muitos imaginam e, muitas vezes, a melhor coisa a se fazer é parar e pensar se você não está deixando para trás algo importante.

Uma história no mínimo curiosa aconteceu em uma biblioteca na Escócia. A biblioteca Shetland postou uma imagem em que mostra o que seria a capa de um livro devolvido depois de 36 anos de atraso. Isso mesmo! Após todo esse tempo a pessoa ainda teve a capacidade e honestidade de devolvê-lo a seu lugar de origem.

O livro foi emprestado no ano de 1981 e nunca mais apareceu na biblioteca. Como essas coisas são comuns, os funcionários não puderam fazer praticamente nada, já que se tratava de um exemplar e a pessoa que pegou emprestado simplesmente desapareceu sem deixar vestígios. Por mais intrigante que isso pareça ser, a moça se esqueceu de devolve-lo simplesmente porque não se lembrava que tinha pegado o exemplar para ler.

Ao contrário do que muitos poderiam imaginar, ela não tentou vendê-lo para conseguir algum lucro.

Simplesmente leu algumas páginas e o deixou de lado em alguma gaveta cheia de poeira. Mais tarde, sem querer, fazendo algo que faz todos os dias, ela acabou se deparando com o exemplar que estava no mesmo lugar em que foi colocado anos atrás.

A #Mulher disse que estava fazendo uma faxina em sua casa quando se deparou com o exemplar. Ela havia se esquecido de devolver e, envergonhada após muitos anos, levou o exemplar de volta para a biblioteca.

O caso acabou chamando a atenção já que, mesmo se esquecendo, ela teve a honestidade de corrigir seu erro, devolvendo o livro para seu lugar de origem. Ainda não se sabe se foi cobrada alguma multa, ou se ela levou uma bronca por ter se esquecido de uma coisa tão importante como essa.

O livro era um exemplar de “Highland Folk Ways”, de I.F. Grant.

segunda-feira, 11 de setembro de 2017

Assim começamos a semana

Aliyssom Marques (publicação no facebook)
11 de setembro às 22:51 ·

Você aí tire um minuto do seu tempo para ler minha publicação.

Sou Totalmente a Favor da posição de todos os professores que aderiram a greve na escola que estudo e de outras escolas também. Não por estar em casa e dormir até mais tarde, e sim pelo direito de pessoas que estudaram anos e anos para poder atuar na área que trabalham.
Professor um profissional que ensina a todos que um dia foram alunos e hoje são pessoas importante no mercado de trabalho.
Se você é a favor.
Copie e cole no seu Status!

#EstouAoLadoDeVocêsProfessores!

Gratidão pelo apoio Aliyssom!


quinta-feira, 7 de setembro de 2017

Nota de Esclarecimento - IEE Salgado Filho

O Instituto Estadual de Educação Salgado Filho, vem esclarecer seu posicionamento a respeito da Caminhada Cívica 2017, ressaltando que a escola oficiou à Secretaria Municipal da Educação, órgão organizador do evento, em 11 de agosto de 2017, conforme Ofício Nº 117/2017, sua decisão em não participar da Caminhada Cívica, fato também ocorrido no ano de 2015, oportunidade em que a escola não se fez presente na Caminhada de 07 de setembro.

Considerando que cidadania e civismo vão além das atividades desenvolvidas durante a Semana da Pátria e que é papel da escola oportunizar aos estudantes o conhecimento do que realmente constitui a Pátria, tanto conflitos sociais, econômicos e políticos como conquistas e realizações que favorecem o crescimento do país; o IEE Salgado Filho optou por planejar e executar um Projeto no decorrer do segundo semestre letivo, intitulado “INDEPENDÊNCIA- conquista de Cidadania que se faz a cada momento”. Dessa forma, serão abordados aspectos da cidadania pertinentes à realidade vivida atualmente com vistas a proporcionar maior compreensão, amor e espírito de luta pelo país.
Sabendo que Civismo e Patriotismo devem ser trabalhados e vivenciados durante o ano inteiro por toda a comunidades escolar, optamos por desenvolver atividades diversificadas que estimulem o respeito pela Pátria.


Outrossim, a Caminhada Cívica consiste em apenas umas das atividades que manifestam civismo, patriotismo e homenagem à Pátria. Sendo assim, professores e funcionários decidiram não participar da Caminhada Cívica e nem fazer dela momento de protesto contra atitudes do governo Federal e Estadual na atual conjuntura, por não considerar que tais manifestações sejam capazes de interferir ou mudar a realidade vivida atualmente.
A decisão fora tomada conscientemente pelos professores e funcionários deste Instituto, não cabendo atribuir a ela nenhuma conotação político partidária, uma vez que contamos em nosso quadro de pessoal com profissionais que defendem as mais variadas siglas partidárias.

Sendo o que tínhamos para o momento.

Atenciosamente,
Equipe Gestora, Professores e Funcionários

São Francisco de Assis, 05 de setembro de 2017. Com Roseli Martins, Maira Chimelo Aguiar, Ivana Muller Bolzan, Silvia Salbego Sagrilo, Mônica De Mello De Oliveira Aguiar, Marinei Pasini de Vargas, Aline Muller, Izabel Vielmo, Liliane Mailson Bruck de Moura, Márcia Chaves

segunda-feira, 4 de setembro de 2017

A fantástica fábrica de bibliotecas

Danilo Venticinque - O Estado de S. Paulo


Há alguns meses mencionei aqui no blog o Instituto Ecofuturo, vencedor do prêmio Pró-Livro em 2016. De lá para cá, o instituto anunciou a criação de mais seis bibliotecas comunitárias - duas no Rio Grande do Sul e quatro no Maranhão. É uma boa oportunidade para escrever um pouco mais sobre um dos mais bem-sucedidos projetos de incentivo à leitura no Brasil.

Criado há 18 anos pela Suzano Papel e Celulose, o instituto tem uma série de projetos relacionados a sustentabilidade e promoção da leitura. Entre eles está a criação de 107 bibliotecas comunitárias por todo o país.

“Qualquer investimento em incentivo à leitura é válido. Mas para evitar que os projetos apenas enxuguem o gelo e não resolvam o problema, deve-se ir além das ações óbvias como doar e distribuir livros e olhar para o cerne do problema”, afirma Marcela Porto, superintendente do instituto. “O problema da leitura no país não é a falta de livros”

O cerne do problema, segundo pesquisas encomendadas pelo instituto, é o acesso a espaços de leitura. “O governo federal tem um bom programa de distribuição de livros e esses livros chegam às escolas. São livros de qualidade, escolhidos por um colegiado competente. O problema é que esses livros não ficam acessíveis para a população em geral, e muitas vezes nem mesmo para a própria comunidade escolar”, diz Marcela.

A explicação está nos critérios usados para avaliar escolas. “Como esses livros são patrimônio público, e as

escolas são avaliadas no Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) pelo bom uso do patrimônio público, escolas que não têm bibliotecas ou espaços de leitura preferem deixar os livros guardados numa sala fechada para evitar que eles sejam roubados ou danificados”, afirma. “Muitas vezes chegamos a escolas e os livros estão lá, mas não estão acessíveis para o estudante”.


As bibliotecas comunitárias do Instituto Ecofuturo foram pensadas para suprir essa necessidade. Todas cumprem requisitos básicos como uma metragem mínima de 50 metros quadrados, acessibilidade, luz natural e um mobiliário adequado para crianças e adultos, já que as bibliotecas atendem tanto às escolas quanto às comunidades ao seu redor.

Cada uma das bibliotecas é abastecida por um acervo de livros selecionados pela Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil, além de títulos escolhidos pela própria comunidade. O instituto também oferece cursos de auxiliar de biblioteca, promoção da leitura e educação socioambiental para cerca de 40 pessoas em cada uma das comunidades. “Os cursos garantem que o investimento inicial vai se perpetuar por um bom tempo”, diz Marcela.

Para ampliar o impacto das ações, o instituto faz diversas parcerias com outras empresas, além da Suzano Papel e Celulose. As duas novas bibliotecas no Rio Grande do Sul, por exemplo, serão financiadas pela RGE, uma empresa do grupo CPFL Energia, com um investimento de R$ 700 mil. Projetos anteriores já foram financiados por empresas como a Avon, Fundação CSN, Philips e Telefônica. Também há parcerias com as prefeituras dos municípios em que são instaladas as bibliotecas para a contratação de pessoas responsáveis pela manutenção da biblioteca e a promoção da leitura.

O resultado de tudo isso são bibliotecas vivas, cada uma delas realizando em média cerca de 500 atendimentos por mês. Numa conta rápida, são mais de 50 mil atendimentos por mês em todo o país. Com a construção das novas bibliotecas, o número deve continuar aumentando.

Doar e distribuir livros é um belo gesto, mas ações pontuais não são suficientes para resolver o problema da falta de leitores no Brasil. O sucesso das bibliotecas comunitárias do Ecofuturo é um exemplo de como empresas comprometidas com o incentivo à leitura podem causar um grande impacto no longo prazo. Se mais empresas seguirem o exemplo, estaremos mais perto de construir um país de leitores.

sexta-feira, 1 de setembro de 2017

Apresentações dos livros utilizando o microfone



Neste post os estudantes que utilizaram a mídia microfone vão comentar como foi esta experiência.




























 
















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quarta-feira, 30 de agosto de 2017

Viva sua Essência em Manoel Viana

A Escola Estadual Manoel Viana recebeu a Palestra Viva sua Essência na noite de terça-feira, 29/8.
A noite era de apresentação de releitura das crônicas do livro Flor de Guarnica do escritor Pablo Morenno trabalho realizado pelos estudantes do Ensino Médio da profª. Márcia Lopes. 
A palestra acolheu as emoções trabalhadas nas releituras.
Foi encantador assistir vocês estudantes!
Parabéns pelos trabalhos! 

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Gratidão pelos momentos de trocas!

segunda-feira, 28 de agosto de 2017

Palestra Viva sua Essência

Palestrante: Denise Miletto
Data: 29/08/2017
Hora: 20:30
Local: Escola Estadual Manoel Viana em Manoel Viana
Tema: O ser humano como um todo




sexta-feira, 25 de agosto de 2017

Lei que cria política de leitura dá mais um passo


23/08/2017
O Projeto de Lei institui a Política Nacional de Leitura e Escrita, de autoria da senador Fátima Bezerra (PT-RN),, agora está na Comissão de Educação da Câmara dos Deputados e seu relator será o deputado Waldenor Pereira (PT-BA). Ele terá cinco sessões para fazer emendas e apresentar o seu relatório. No Senado, a matéria contou com relatoria favorável do senador Paulo Paim (PT-RS) e, em seguida, foi para a Câmara dos Deputados. Lá, o relatório do deputado Thiago Peixoto (PSD-GO) foi aprovado por unanimidade. Se passar pela Comissão de Educação, o projeto da petista seguirá direto para a Comissão de Constituição e Justiça e Cidadania. Como as comissões têm caráter conclusivo, se for aprovado na última a matéria não precisará passar pelo plenário, devendo seguir direto para a sanção presidencial.