Leia sempre, a leitura transforma.

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segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Como os booktubers estão mudando o mercado literário

Sabine Peschel - Deutsche Welle - 12/08/2015


Jovens que apresentam livros no Youtube são descobertos por editoras, que aos poucos começam a investir em modelo inovador para atrair interesse sobre lançamentos e obras clássicas. Muitas editoras começaram a trabalhar com blogueiros ou booktubers da mesma forma que colaboram com jornalistas profissionais especializados em literatura.

Com o cabelo tingido, ela aparece em frente à câmara e explica como acabou de reorganizar a sua lista de livros “para serem lidos” – o que ela chama de TBRs ou “To Be Reads”. Ela o fez por cor – do rosa ao púrpura – e mostra 66 obras que adquiriu e planeja ler, resumindo em uma breve frase do que cada um se trata.

Ela é conhecida como "Little Book Owl", a “corujinha dos livros”. Qualquer um que pretende ter sucesso como booktuber pode se inspirar nesse estilo, que parece funcionar muito bem: seu canal tem quase 132 mil assinantes. Ela dá algumas dicas para isso em um vídeo chamado “How to booktube”.

Trata-se de uma forma moderna de propaganda boca a boca. A maioria dos blogueiros não é realmente de analistas ou críticos literários – os booktubers menos ainda. Mesmo assim, milhares de pessoas acessam seus vídeos para ouvir o que eles têm a dizer sobre um determinado livro.

A Alemanha já tem as suas próprias celebridades no ramo. Lucie Redhead, por exemplo, foi uma das personagens mais aguardadas do “Kölner VideoDays 2015” – festival de produtores de vídeos no Youtube na cidade de Colônia.

Apesar de Lucie fazer uma performance solo em seus vídeos, ela tem o apoio de uma equipe, o que também é o caso de muitas estrelas emergentes na internet.

Sara Bow, cujo verdadeiro nome é Sara Garic, é uma vlogueira alemã que dá dicas de maquiagem e moda nos seus canais do Youtube. Desde 2013, ela também é uma booktuber "profissional".

Sara tem quase 20 mil assinantes no Youtube e 3 mil seguidores no Twitter. Cinco pessoas trabalham com ela na produção dos vídeos: um fotógrafo, um diretor de cooperação, um assistente e dois editores. Em seus comentários, muitas vezes, ela cita a sua equipe.

“Eu me divirto tanto com as pessoas online. Se eu posso inspirar o meu público a ler, sinto que faço sucesso com o que eu estou fazendo”, explica.

O sucesso também compensa financeiramente. Profissionais da indústria acreditam que, uma vez que você atinge 100 mil assinantes, pode se sustentar com um canal no Youtube. Mas é claro que cosméticos e moda são mais lucrativos do que livros.

Novos canais

Muitas editoras começaram a trabalhar com blogueiros ou booktubers da mesma forma que colaboram com jornalistas profissionais especializados em literatura. As editoras veem nesse novo modelo uma forma de atingir o público entre 18 e 34 anos.

A Random House, por exemplo, criou em março deste ano o seu próprio portal para blogueiros, onde eles podem ter acesso a cópias. A empresa também apresenta seus lançamentos especialmente para os booktubers de maior destaque.

Os booktubers podem definitivamente impulsionar vendas, pelo menos nos gêneros mais populares entre adolescentes e jovens adultos, como fantasia e as chamadas light novels – romances com ilustração, em geral no estilo anime.

Mas não é somente por dinheiro que os livros são apresentados em vídeo. Um exemplo particularmente inovador é o “Thug Notes”, produzido pelo grupo de mídia californiano “Wisecrack”´. A ferramenta é uma criação do comediante Greg Edwards, especialista em stand-up, e dos autores Joseph Salvaggio e Jared Bauer, entre outros.

O slogan da série é “Thug Notes: Literatura Clássica. Gangster Original”, que resume a filosofia do canal. O modelo adotado é o uso de "gangsta rap", animações e gráficos engraçados. Eles apresentam trabalhos literários importantes – de obras de Shakespeare, passando pelo clássico “1984”, de George Orwell, até o romance mais recente de Harper Lee “Go Set a Watchman”.

“Eu criei o 'Thug Notes' porque notei que existia uma lacuna no Youtube. Existem milhares de canais de educação bem-sucedidos que se concentram em ciências exatas, mas nenhum sobre ciências humanas. É muito difícil fazer as pessoas se interessarem por artes, especialmente a audiência jovem. Como alguém pode despertar o interesse em algo como “Grandes esperanças” [de Charles Dickens]? Para isso você tem que fazer algo radical”, explica Jared Bauer.

O rap foi o meio que ele considerou apropriado para aplicar esse conceito. “O hip hop é tão abrangente internacionalmente que ele oferece uma nova ferramenta de identidade para a apresentação, que possibilita atrair o público mais jovem aos nossos vídeos”, explica o comediante Greg Edwards.

“Nós fazemos resumo e análise sobre os livros de um jeito engraçado, exagerado, de uma forma mais próxima a esse público, assim as pessoas ficam interessadas em ler o livro e formar a sua própria opinião”, afirma. O canal tem meio milhão de assinantes.



terça-feira, 11 de agosto de 2015

Ser Estudante



“Ser estudante é ter motivação de sobra,
É querer um mundo melhor nas mãos,
aguçada sede de vencer obstáculos, problematizar e entender a lição.
É sentir no coração um turbilhão de vontades.
É o desejo de seguir uma profissão, de ir além das limitações e não parar jamais de aprender. 

Ser estudante é a busca constante de saberes, é o prazer de devorar livros pelo simples gosto das descobertas, é fazer amigos a vida inteira.
Todo dia devemos entender que a maior escola é viver, antes de tudo."

Zelito Coringa - Textos Avulsos

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

4 motivos para nunca abandonar a leitura

Universia - 04/08/2015

Muitas pessoas queixam-se de não terem tempo para colocar a leitura em dia, devido à grande quantidade de tarefas acumuladas durante a semana, que acabam deixando a agenda lotada. Muitas vezes, separar um momento para ler pode parecer quase impossível, mesmo que seja apenas uma vez por semana.

Entretanto, os livros não devem ser deixados de lado, pois possibilitam um aprendizado constante, ampliando o repertório cultural e possibilitando uma nova visão de mundo. Por sorte, existem diversas formas de adaptar a rotina para conseguir ler com mais frequência mesmo estando sem tempo, embora muitas vezes essa adaptação não seja tão simples.

Separamos a seguir 4 motivos para convencê-lo a nunca abandonar a leitura. Confira:

1 - Conhecimento
Os livros têm a capacidade de ampliar o repertório cultural fazendo com que você tenha acesso a diversas áreas do conhecimento ao longo de uma só leitura. Em geral, pessoas que leem frequentemente possuem assuntos abrangentes e têm mais chance de obterem um bom desempenho em provas mais extensas como os vestibulares, por exemplo.

2 - Pensamento crítico
É muito provável que você desenvolva uma reflexão crítica sobre as principais temáticas que podem aparecer durante a leitura. Os livros podem mudar a visão de mundo do leitor fazendo com que ele enxergue muitos assuntos com uma perspectiva diferente.

3 - Ampliar o vocabulário
Ler é uma ótima forma de estimular a atividade mental já que, além de ampliar o vocabulário, desenvolve as habilidades de escrita e aumenta a capacidade de interpretar textos. Além de ser um ótimo exercício para manter o cérebro ativo, a leitura é capaz de despertar a criatividade e a imaginação no leitor, estimulando o seu pensamento inovador, de forma que ele sempre tenha novas ideias.

4 - Alívio do estresse
A leitura pode diminuir os sintomas de estresse acumulados ao longo de uma semana intensa de trabalho ou de estudos. Além disso, ler um pouco antes de dormir pode ajudá-lo a pegar no sono mais facilmente, fazendo com que você acorde mais disposto no dia seguinte.

sexta-feira, 7 de agosto de 2015

Fórum de Lideranças chega a sétima edição em agosto

10/07/2015


Um encontro para falar sobre educação e as tendências do setor. O Fórum de Lideranças – Desafios da Educação chega a sua sétima edição no dia 12 de agosto, em São Paulo. Com o tema “Dinâmicas de aprendizagem – As lições que vêm do aluno”, o evento deve reunir líderes e gestores de instituições de ensino superior para debater o ensino centrado no aluno.

Entre os palestrantes a serem confirmados, Matt Small, Vice-Presidente de Negócios Internacional da Blackboard e responsável pelo crescimento global da empresa fora dos Estados Unidos e do Canadá. Matt é um dos maiores especialistas do mundo em tecnologia para a educação e liderou importantes decisões estratégicas, como os processos de fusões e aquisições da Blackboard com cerca de 20 empresas.

Josiane Tonelotto, Pró-Reitora Acadêmica da Universidade Anhembi Morumbi, é docente no Programa de Mestrado em Hospitalidade na instituição. Tem experiência na área de pesquisa em Psicologia Cognitiva e atua nos temas: atenção, avaliação, desempenho escolar, avaliação psicológica e avaliação neuropsicológica.

Peter Dourmashkin, professor Sênior do Departamento de Física e Diretor Associado do Grupo de Estudo Experimental, ambos do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT). Está ativamente envolvido na educação acadêmica de graduação no MIT desde 1984 e já desenvolveu cursos experimentais ao lado do professor John King, também do MIT.

Rui Fava, Vice-Presidente Acadêmico da Kroton Educacional e Reitor da Universidade de Cuiabá. É formado em Administração de Empresas, Ciências Contábeis e Economia, além de já ter publicado os livros “O Estrategista”, “Educação 3.0” e “PDCA da Educação 3.0”.

Já confirmada com a palestra “As TICs na melhora da qualidade educativa na América Latina”, Ana Elena Schalk foi consultora de projetos da UNESCO e da Organização de Estados Iberoamericanos para a Educação, a Ciência e a Cultural. É Doutora em Comunicação pela Universidade de Sevilla e possui pesquisas e publicações sobre a integração das tecnologias nas instituições de ensino e os processos de ensino e aprendizagem.

Gustavo Hoffmann, Pró-reitor Acadêmico da UNIPAC e Diretor Acadêmico e de EAD do grupo Singular Educacional, será o mediador do debate.

Além do conteúdo inspirador, com cases palestras e iniciativas para reimaginar a educação, o encontro proporciona um networking qualificado, com troca de experiências com os líderes das principais instituições de ensino.

A sétima edição do Fórum de Lideranças – Desafios da Educação tem início às 8h no dia 12 de agosto na Rua Casa do Ator, 275 – Vila Olímpia, São Paulo.

terça-feira, 4 de agosto de 2015

SP: Professor de Harvard fala sobre inovação do ensino em palestra gratuita


Criador de um método de aprendizagem ativa, o físico Eric Mazur conta como ajustou sua abordagem de ensino e melhorou o desempenho de seus alunos



O autor do método de Aprendizagem pelos Pares (ou Peer Instruction) Eric Mazur descreverá sua experiência como professor na palestra "Confessions of a converted lecturer" (Confissões de um professor convertido). Ela acontece no Instituto de Física da USP, em São Paulo, às 17h30 do dia 5 de agosto. No evento, o professor da Universidade de Harvard contará como foi o processo de transição de suas aulas, ajustando sua metodologia de ensino e melhorando a performance de seus alunos.O Peer Instruction é um método de aprendizagem ativa que, entre outras coisas, transforma a transmissão da informação uma tarefa de casa e o sentido à informação uma tarefa do professor e dos colegas, em sala de aula. O método vem sendo adotado por universidades de todo o mundo, incluindo algumas brasileiras.

"Eu achava que eu era um bom professor, até que descobri que meus alunos apenas memorizavam informação em vez de aprender a compreender o material. Quem seria o culpado? Os alunos? O material? Vou explicar como cheguei à conclusão de que o culpado não era nenhum deles, mas a minha forma de ensinar", afirma Mazur.

Fonte: Revista Educação

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Conheça o paradoxo da ficção



Como somos transportados por histórias que sabemos serem falsas?

O fenômeno todos conhecem: sentir-se tomado por uma narrativa e preso em uma história literária, de tal forma que tudo o que está em volta é esquecido. Trata-se de uma experiência muito familiar para quem está acostumado com o hábito da leitura. Esse fenômeno, chamado “transportation” (palavra inglesa que significa “transporte”), já foi objeto de estudo de muitos pesquisadores em ciências cognitivas.

Prof. Jim Davies, do Instituto de Ciência Cognitiva da Carleton University (Canadá), argumenta que perder-se em um bom livro é como ser tomado por devaneios de nosso próprio sonho. Trata-se de um ato de imaginação através do qual simulamos eventos e experiências como se estivéssemos de fato numa realidade virtual. Na leitura de um livro, ao invés de navegar em nossos próprios caminhos, somos guiados pelo texto: o leitor é absorvido em um mundo criado pelo autor do texto e desenvolvido pelo poder de imaginação do leitor.

O transportation não é um objeto de pesquisa muito simples. Manipulá-lo, por exemplo, é uma tarefa muito diferente do que os físicos fazem com a temperatura da água ou os biólogos fazem com o ciclo de vida dos peixes. Para conseguir estudar otransportation cientificamente, Melanie Green e Timothy Brock, da Ohio State University (Estados Unidos), criaram uma escala com 15 declarações sobre o quanto uma história afeta emocionalmente o leitor. Melanie e Timothy descobriram que quanto maior for o grau atingido por uma história, mais um livro é capaz de transportar o leitor para um mundo imaginário e fazer com que esse mundo onírico se transforme no mundo real.



É apenas um filme…

A partir da constatação de que um livro tem o poder de nos transportar para mundos imaginários, podemos pensar também que as histórias contadas em filmes estão no mesmo nível comparação. Por que ficamos com medo em alguns filmes de terror se sabemos que os personagens não são reais? Esse é o paradoxo da ficção.

Para resolver esse parodoxo, é preciso ter duas coisas em mente. A primeira é sobre evolução: nossos cérebros não foram redesenhados completamente ao longo do processo evolutivo; ao contrário, novas áreas (especialmente os lobos frontais) foram sendo adicionadas às antigas. Assim, há um conflito entre as partes mais novas com as mais antigas, por essas últimas não conseguem distinguir ficção de realidade ou verdades de mentiras.

A segunda observação para solucionar o paradoxo está no fato de que nossas mentes estão abertas para acreditar nas sentenças que nos são ditas, e apenas as partes mais recentes do nosso cérebro estão lá para nos dizer "é apenas uma história". O paradoxo da ficção é resolvido porque nossas mentes estão confusas sobre a realidade do que estamos experimentando. É provavelmente por isso que a literatura pode nos transportar, encantar-nos e criar tais experiências transcendentais.

Fonte: CLICKIDEIA